domingo, 23 de maio de 2010

"Último Adeus", de Alfredo Oliani

Eu passeava por entre imagens na internet de esculturas brasileiras quando topei com a foto acima. Ela me arrebatou por completo, ainda mais quando soube da história por trás de uma das mais belas declarações de amor que já vi.
Esse é o túmulo da família Cantarella. Ali, lado a lado, estão enterrados Antônio e Maria. Ele morreu em 1942, perto do Natal, aos 65 anos. Ela viveu por mais 40 anos, imersa em saudade. Foi Maria quem encomendou a escultura a Alfredo Oliani (1906-1988) por ocasião da morte do marido. Ela pediu para que o retratasse em plena vida, vivíssimo em sua memória, e ela, como mulher morta. Morta-viva pela ausência infinita do homem por quem choraria até ela mesma, afinal, repousar junto a ele nos campos subterrâneos da morte.
Antônio e Maria Cantarella descansam ad infinitum. Seu amor, jamais: eternizado na Necrópole de São Paulo, pulsa cheio de vida em meio a pedras e cadáveres.

2 comentários:

Antônio Lídio Gomes disse...

Amiga, achei muito interessante, mas faltou a localização da referida escultiura. Ela está no cemitério do Araçá ou Consolação?
Um abraço. Gostei do blog e estou seguindo.

Lírio das Almas disse...

Amiga, achei muito interessante, mas faltou a localização da referida escultiura. Ela está no cemitério do Araçá ou Consolação?
Um abraço. Gostei do blog e estou seguindo.